ouro
6 jul 2016

Os melhores passam pelo fogo mais intenso!

“Vivemos dias maus”. Esta frase foi dita pelo apóstolo Paulo (Efésios 5.16) quando se refere ao tempo, para enfatizar a necessidade de nos agilizarmos remindo o tempo.

Remir o tempo significa ser capaz de fazer e realizar as demandas do dia a dia com eficácia, com direção, com eficiência, tirando de cada situação o melhor que ela pode nos oferecer. Em resumo, fazer bom uso do tempo.

Pensando sobre isso, olhemos para nosso país e para a vida que temos experimentado como cidadãos, como empreendedores, funcionários e, principalmente, como cristãos. Nestes tempos, onde as crises financeiras e os escândalos políticos se mostram como um mal à nação, se faz necessária uma “reflexão sobre a crise e a vida cristã”.

Há duas frases que li recentemente, as quais não são atribuídas a autores – sendo, portanto, anônimas – mas que são de grande profundidade e tremendamente impactantes. A primeira diz: “Não há pessoa que alcance o topo da montanha sem antes caminhar pelo vale”. E a segunda: “As adversidades não tornam os homens nem melhores nem piores. Apenas revelam-nos como são”. Ao citá-las, não quero fazer uma apologia à crise ou às dificuldades, mas são estas situações que Deus muitas vezes instrumentaliza para tratar o caráter humano e nos ajudar a enxergar novos caminhos e possibilidades.

Lembramos que os melhores e mais raros metais, os mais nobres, são forjados nas temperaturas mais altas, no calor do fogo mais intenso, pois quanto mais se aquece, mais puro será. O valor do ouro está na sua essência, mas sua beleza e esplendor estão na sua pureza. O fogo purifica o ouro. Quanto mais fogo, mais puro ele será.

Moisés foi preparado na ciência do Egito, mas conheceu o deserto. Viveu lá como simples pastor de ovelhas para se tornar um grande líder, um grande pastor de homens na caminhada rumo à Terra prometida.

Sadraque, Mesaque e Abidnego (Daniel cap. 3), aprenderam mais sobre Deus na fornalha de fogo ardente de Nabucodonosor do que na academia ou nas reuniões do Templo de Jerusalém.

Jesus, o próprio filho de Deus, foi guiado pelo Espírito Santo para o Deserto (Mateus 4.1-11). Como entender esta decisão divina, ao decidir que o ministério de seu próprio filho tivesse início no deserto?

É porque Deus usa as adversidades da vida como ferramenta hábil no trato de seus obreiros. Jesus começa seu ministério no deserto sendo tentado pelo Diabo, sendo provado em suas necessidades mais básicas! Por isso precisamos compreender que rejeitar os desertos da vida, ou seja, as dificuldades e provações que somos submetidos é abrir mão de experimentar o poder de Deus que opera em nossa fraqueza, como expressa o apóstolo Paulo em sua primeira carta aos Coríntios: “Então, ele (Deus) me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2Co 12.9).

O profeta Jeremias foi desafiado a dar mais um passo na caminhada com o Senhor: Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo? Se em terra de paz não te sentes seguro, que farás na floresta do Jordão?

Diante das crises temos duas possibilidades: nos acovardarmos e fugir, desistindo da fé e de nossos sonhos ou continuarmos na batalha, crendo que não estamos pelejando sozinhos, mas que a cada golpe, cada gota de suor, sangue e lágrima, Deus está nos colocando mais próximo das maiores conquistas de nossas vidas! Como disse o apóstolo Pedro, em sua primeira carta, quando pastoreava o coração do povo de Deus:

“Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma” (1Pedro 1.6-9).

Estamos sendo forjados pelo fogo, estamos sendo moldados em meio às batalhas! Não podemos desistir, precisamos seguir em frente. Os “dias são maus” não podemos negar, mas temos ao nosso lado a fé e ela nos aponta para Deus, o qual está acima de todas as coisas e poderá, como forte mão, nos segurar e nos conduzir aos melhores caminhos, transformando os dias maus em um meio para os melhores fins!

Vamos concluir estas poucas linhas com a oração do ferreiro: “Meu Deus, não desista até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser, mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas”.

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