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4 jul 2016

O que é Teologia Reformada

A teologia reformada é a teologia do movimento protestante, que buscou correções da perspectiva teológica da Igreja Católica Romana. Esse movimento começou no século XVI com Martinho Lutero e continuou com outros reformadores. Desde então, se conhece como calvinismo, o qual se compreende como uma perspectiva teológica biblicamente centrada, enaltecendo a soberania das escrituras, a soberania de Deus, a Sua eleição, redenção e nossa participação na obra de Cristo.

Como tudo começou?

Há aproximadamente dois mil anos, no Dia de Pentecostes, Deus derramou o Espírito Santo. Pelo poder do Espírito, os discípulos de Jesus Cristo começaram a divulgar as boas novas de salvação por todo o mundo. Onde a pregação foi ouvida, igrejas surgiram e, consequentemente, o evangelho se alastrou ainda mais por toda a região, formando-se inúmeras comunidades cristãs. Com o passar do tempo, essas comunidades começaram a se organizar em igrejas (estrutura organizacional) com o objetivo de ajudar umas às outras. Durante anos a “igreja” era organizada em uma única estrutura que abrangia a fé cristã, alicerçada na doutrina dos apóstolos.

Porém, a liderança se corrompeu pelo busca do poder e influência e acabou se dividindo, tendo como causa a diferença doutrinária dos líderes religiosos, o que se deu em duas partes: a Igreja Ortodoxa Oriental, encabeçada pelo patriarca da Igreja de Constantinopla e a Igreja Ocidental, liderada pelo papa, o bispo de Roma. Foi neste borbulhão de fatos, diferenças e divergências que chegamos no sáculo XVI, onde muitos pré-reformadores tentaram corrigir os ensinamentos e práticas da Igreja Católica Apostólica Romana, convocando-a a um retorno à obediência à Palavra de Deus. No entando, a liderança da Igreja Católica por muitas vezes suprimiu essas tentativas pela tortura e morte dos visionários da Reforma.

Mas o que precisava de reforma?

Abaixo, seguem algumas necessidades e reivindicações do movimento reformador:

  • A corrupção era generalizada entre o clero;
  • As igrejas torturavam as pessoas suspeitas de manterem crenças não-ortodoxas;
  • A igreja encorajou os fiéis a rezarem aos santos;
  • A igreja começou a vender as “indulgências” como, por exemplo, as cartas escritas pelos papas, os quais supostamente perdoavam os pecados do povo. Outro exemplo: em 1517, o Papa Leão X ofereceu indulgências para aqueles que dessem esmolas para reconstruir a Basílica de São Pedro em Roma.

Durante o século XVI, no entanto, a reforma não podia mais ser contida. Muitas pessoas começaram a seguir e apoiar os reformadores. A Igreja Católica Romana não podia mais silenciar os “protestantes”. Uma série de eventos aconteceram para que a Bíblia fosse entregue nas mãos do povo.

Ao terem acesso às Escrituras Sagradas, as pessoas eram capazes de julgar por si próprias se os líderes da igreja estavam realmente ensinando verdades bíblicas. Como resultado, muitos crentes seguiram os reformadores ocorrendo o cisma da Grande Reforma.

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