inovação
19 jul 2016

Empreendedorismo e inovação no ensino superior

Pessoas nascem empreendedoras? É possível que algumas pesquisas apontem que sim. Entretanto, não se pode negar que o empreendedorismo possa ser ensinado. Como indicam alguns teóricos, uma das principais características do empreendedor está associada à capacidade de “inovar” – de modo a determinar formas novas de identificação de oportunidades. A inovação, atrelada a um estilo comportamental, onde a competência passa ser uma característica cada vez mais exigida e representada no perfil empreendedor, tem sinalizado atitudes que envolvem tanto a acreditação, quanto a persistência.  Nesse sentido, um conceito que foi amplamente divulgado na década de quarenta, associando-o ao conceito de “destruição criativa” de Schumpeter, que constitui-se nos dias atuais como posturas que vão desde a uma tomada de decisão até assumir riscos calculados.

Como era de se esperar, pesquisas atuais têm procurado entender a sua natureza, desde os impactos provocados por atividades empreendedoras até sua relevância para a economia, vislumbrando-se certa tendência positiva frente às mudanças observadas.

Assim,

O empreendedorismo associado à ideia de “inovação”, traz conceitos que consideram características democráticas, centradas no papel específico do empreendedor.

Pressupõe-se que, para ser considerado empreendedor, não basta apenas lançar-se a uma nova “empreitada”, mas estruturar-se na capacidade que este possa administrar o negócio e torná-lo um sucesso.

Diante desse debate mais amplo, com vista a refletir como o termo popularizou-se e vem ganhando espaço em diversas áreas do conhecimento, sobretudo na educação, busca-se compreender “por que as pessoas empreendem a cada dia mais?”. Hoje, tem-se a ideia do conceito a partir de um processo histórico inerente à trajetória pessoal de cada indivíduo. Contudo, discutir e conceber a inovação em seu processo dinâmico significa romper com alguns paradigmas e associá-la aos diversos comportamentos adotados por pessoas dentro ou fora das organizações.

Desse modo, a Universidade, por exemplo, poderá fortalecer o papel destas relações e incentivar práticas empreendedoras que conduzam os alunos à arte de empreender e, assim, agregá-las à profissão, o que nos permite considerar o empreendedorismo enquanto processo que passa a ser constituído ao longo de uma carreira.

Nesse sentido, a Universidade deverá ocupar um papel primordial e possibilitar o processo de construção do saber, sendo possível o implemento de diversas ações para que os conhecimentos construídos  possam viabilizar visões empreendedoras, sendo uma das formas possibilitar que os pesquisadores universitários, envolvidos em seu campo de formação, possam realizar importantes descobertas que ultrapassarão as fronteiras da própria área e utilizem-se das mesmas em usos práticos. Projetos como “Ciências sem Fronteiras”, Incubadoras, Hotel Escola e Empresa Júnior oportunizam experiências em que os alunos, a partir dos problemas reais vivenciados no dia a dia, tentam resolvê-los nesses laboratórios.

Desenvolver e implantar diferentes propostas é, sem dúvida, um dos importantes papéis da Educação. Sendo responsáveis pelo processo de conhecimento dos alunos, os professores podem, a partir das aulas, implementar ações viabilizadoras que possam conduzir os alunos a um melhor aproveitamento dos estudos, o que permite compreender a instituição como “espaço dialógico”. Desse modo, necessita-se conceber um modelo de educação que permita estabelecer uma formação que seja viabilizadora da pesquisa e projetos, além de criar uma cultura institucional de desenvolver e aplicar conhecimentos, tornando os conteúdos muito mais significativos.

Necessitamos realizar programas que viabilizem a pesquisa e extensão, com foco na sustentabilidade. Para isso, será preciso trabalhar com projetos de pesquisa, programas de formação e programas de atividades de extensão.

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