estrategia
6 jul 2016

As origens da competição e da estratégia

Quando falamos em mercados, sabemos que todas as empresas ou organizações atuam em busca dos mesmos objetivos, sejam clientes, mercados, prestígio ou até mesmo a sua própria imagem, dizendo que o resultado final sempre será a lucratividade. Todas as empresas atuam de forma mutante, pois precisam se adaptar rapidamente às condições do mercado. Como as mudanças são muito rápidas, as empresas precisão mudar sua estratégia. De outro lado, os gestores precisam fazer uma leitura rápida do contexto mercadológico e desenvolver novas estratégias criativas para garantir sua organização no mercado extremamente competitivo.

Quando falamos de um mercado mutável, observamos uma corrida quase que sem fim, onde as empresas precisam sair na frente para revitalizar seus planos. Isso implica necessariamente em mudanças na forma como se pensa no mercado, na forma de produção e de precificação para garantir sua sobrevivência.

Quando o mercado muda, a leitura organizacional muda também. Isso significa que a empresa está aberta às mudanças mercadológicas à sua volta, mantendo-se atualizada e ajustada para a livre concorrência e aberta à competição do mercado.

O melhor seria a organização sempre se antecipar aos fatos novos relacionados ao mercado e ser proativa, se engajando em novos desafios que surgem diariamente.

O que significa competir nos dias de hoje? E como sua empresa exerce a competitividade, continuando competitiva e bem-sucedida por um longo período, onde muitas mudanças ocorrem em questão de segundos? É muito simples, qualquer que seja a nossa resposta. Não se discute que as empresas são confrontadas por novos desafios e que não estão confortáveis em continuar operando com velhos desafios. Quando se busca o novo, é preciso também olhar para trás, pensando em nossos padrões superados.

Não existe uma fórmula mágica para criar um padrão de empresa extremamente bem-sucedida e de alto desempenho, com ótima rentabilidade. Não existe uma receita simples, assim como existe uma receita para se fazer um bolo. Mas dizemos que é o planejamento estratégico que conduz o desenvolvimento das estratégias.

Logo, quando vemos o termo planejamento estratégico, entendemos que é uma construção que não é fácil, mas que deve partir de pesquisas. O desenvolvimento dessa técnica foi um trabalho árduo, tendo contado com séculos de discussões sobre o tema. O livro A Arte da Guerra trata da questão do planejamento, onde generais apresentavam estratégias bem definidas, mostrando os caminhos para se atingir seus objetivos, um caminho que hoje é bem peculiar ao mundo organizacional, onde as empresas buscam suas estratégias para alcançar o sucesso.

A base da estratégia é o percurso de suas ações escolhidas frente a um futuro não muito distante, onde se apresentam os ganhos e vantagens competitivas em relação ao nosso momento frente ao mercado. A administração é uma arte e uma ciência ao mesmo tempo, assim como a estratégia. É ciência porque trabalha com dados estatísticos, com base em relatórios. E é arte porque trabalha com criatividade. Antes de tomarmos por base o “eu acho”, precisamos fazer um levantamento preciso e minucioso das nossas ações planejadas ao longo do período. Calcular sempre nossas perdas e lucros está na condição do estrategista. Embora sempre embalado pelas ações, emoções e sentimentos, para que possa encontrar o caminho mais adequado em um mercado de incertezas, o estrategista está sempre seguro, usando a racionalidade.

O profissional do departamento estratégico precisa ter sempre em mente que sua empresa deve ter visão para combater a concorrência e ganhar novos mercados, preparando-se para entrar em ação em seguida, pois os concorrentes estão no mesmo canal de ação e, por isso, vão contra-atacar rapidamente.

Para nossos padrões atuais de negócio e mercado, podemos afirmar que a estratégia nada mais é do que integrar objetivos globais.

Uma estratégia muito bem formulada e estruturada pode garantir a permanência da organização frente às mudanças e tendências mercadológicas. Talvez, por esses motivos, o início da estratégia tenha sido com a guerra e prosperou no meio político e no cenário esportivo, sendo hoje tão central para a gestão de negócios.

A estratégia é algo bem mais antigo do que muitos pensam. Podemos dizer que a estratégia tem início na época das cavernas, onde o homem já planejava a sua caçada e obtia sua fonte de alimento. Ele avaliava: como fazer? De que forma capturar o animal? Qual é a melhor forma para alcançar o objetivo? A estratégia sempre se manteve presente ao longo da história.

Trazendo para o campo empresarial, o planejamento é de vital importância para o bom funcionamento administrativo. As empresas precisam estar atentas ao futuro, estabelecendo as bases para seu planejamento temporal e executando bem suas ações hoje para garantir que amanhã possam colher os frutos. Para isso, é preciso partir de uma base sólida de planejamento e estratégia.

 

Estratégias de guerra aplicadas aos negócios

Podemos falar de quatro pontos estratégicos de guerra aplicados aos nossos negócios:

1) Estratégias Ofensivas: Para atingir o objetivo sobre os meus concorrentes. Pode incluir aumento da participação de mercado, segmentação de mercado e aumento da margem de lucro.

2) Estratégias de Defesa: Para proteger o mercado, com aumento da produtividade, lucratividade e posicionamento da marca.

3) Estratégias de Flanqueamento: É a estratégia para evitar bater de frente com a concorrência, ganhando espaço no mercado.

4) Estratégias de Guerrilha: Sua função é enfraquecer o concorrente, atacando seus pontos fracos. Um exemplo é a antecipação de um novo produto ou as promoções relâmpago.

 

Porter apresenta modelos e conceitos importantes para a definição estratégica. Um dos modelos são as Cinco Forças de Porter, estabelecidas como forças competitivas:

  1. Entrantes potenciais no mercado: Empresas que entram no mercado querendo uma parte de determinado setor. Se por ventura há barreiras de entrada que estão dificultando sua inclusão, fica mais difícil sua retenção no mercado. Exemplos de barreiras de entrada: marca forte; produto com alta diferenciação.
  2. Ameaças de produtos e serviços substitutos: Produtos que substituem outros, tendo a mesma função, restringem a potencialidade de retorno de um mercado porque podem constituir um teto nos preços do mercado. Caso o produto ou serviço substituto consiga mostrar um ganho na relação custo/benefício quando confrontado aos atuais produtos, a ameaça que oferece é efetiva.  Exemplos de obstáculos de produtos substitutos: Alto ganho na relação custo/benefício do produto substituto; alta lucratividade na produção do produto substituto.
  3. Poder de barganha dos compradores e clientes: Influência que o mercado pode exercer sobre seu negócio. Exemplos de dificuldades geradas pelos clientes: pesquisa de preços; orçamentos em diferentes lugares; comparação de qualidade; busca do melhor produto pelo menor preço; negociação com empresas que oferecem aquilo que necessitamos.
  4. Poder de barganha dos fornecedores: Como os fornecedores querem cobrar preços mais altos possíveis pelos seus produtos, surge uma luta de poder entre as empresas e seus fornecedores. Exemplo de dificuldade gerada pelos fornecedores: A empresa fornecedora pode ter mais poder de negociação por ter muitas opções de clientes ou por ter menos a perder com o término da relação com a empresa.
  5. Grau de rivalidade ou acirramento da concorrência: Todos os fatores anteriores convergem para a rivalidade, que constituem um cruzamento entre a guerra aberta e a diplomacia pacífica. Exemplos de dificuldades geradas pela rivalidade entre os concorrentes: Manobras entre as empresas para conquistar posições; formação de alianças.

 

Além disso, Porter apresentou vários outros conceitos.

Atualmente, em pleno século XXI, temos duas visões do que é estratégia e como podemos elaborá-las.

Primeiramente uma visão estruturalista, onde se admite um fluxo entre mercado, estrutura, conduta dos seus integrantes e o desempenho organizacional. A estrutura de mercado se apresenta resultante da oferta e demanda de mercado.

Por outro lado temos a visão construtivista. Ela se baseia na teoria do crescimento. Não podemos dizer que exista um setor atraente ou não atraente em si mesmo, porque a atratividade pode ser alterada por reconstrução conscienciosa por parte das empresas ligadas a esse mercado.

Considerações Finais:

Fala-se com intensidade sobre o Planejamento Estratégico e na maioria das empresas ainda se encontram comentários sobre esta ferramenta da administração. O planejamento estratégico, que se tornou foco de atenção da alta administração das empresas, volta-se para avaliações positivas que uma empresa poderá tomar para enfrentar ameaças e aproveitar as oportunidades encontradas em seu ambiente.

Empresas de todos os tipos estão chegando à conclusão de que a estratégia é um método preventivo e uma atividade muito vantajosa.

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